Abraço da Guarapiranga - 2011

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Professor Eduardo Melander Filho (1)

A Associação Movimento Garça Vermelha convida a todos seus militantes, associados, simpatizantes e contatos para participarem do Abraço Guarapiranga, em sua versão 2011.

Será no dia 29.05.2011, das 9h30 em diante, em diversas concentrações, como no ano passado: Parque Barragem; Jd. Angela e Solo Sagrado.

O Abraço Guarapiranga é promovido pela Rede de Olho nos Mananciais e conta com várias organizações da sociedade civil participando da organização do evento, inclusive o MOGAVE.

O pessoal da Garça Vermelha estará concentrado no Parque Barragem.
Abraço 2010 - Parque Barragem


A programação é a seguinte:

PARQUE BARRAGEM
(Av. Atlântica, altura do nº 1.200 – Esquina com a Rua João de Barros)

9h30 – Oficinas Ambientais, atividades culturais, capoeira, plantio e distribuição de mudas.

10h30 – Passeio ciclístico do Abraço Guarapiranga - promovido pela ASCIBIKERS - Associação de Ciclismo da Grande São Paulo

11h - Lançamento público da rede De Olho nos Mananciais

12h00 – Abraço simbólico à Guarapiranga.

JARDIM ANGELA

8h00 – Caminhada das Paróquias da região ao Parque Ecológico Guarapiranga.

10h – Celebração religiosa no Parque Ecológico Guarapiranga e plantio de mudas.

12h00 – Abraço simbólico à Guarapiranga.

SOLO SAGRADO - Continuação da Antiga Estrada do Jaceguai – Av. Prof. Hermann Von Lhering, 6567 – Casa Grande

9h30 – Mutirão de limpeza da orla da Guarapiranga e sensibilização ambiental

9h30 – Oficinas de horta caseira, ikebana e reciclarte

9h30 – Eco-moovie (filmes ambientais)

11h – Show musical – Música do Paraíso com Deca e convidados

11h45 – Saudação do representante do Solo Sagrado

12h00 – Abraço simbólico à Guarapiranga.

13.30 – Retomada de todas as atividades.
Oficinas durante o Abraço Guarapiranga - 2010


ABRAÇO EM 2010

No ano passado mais de uma dezena de militantes do MOGAVE participaram do Abraço no Parque Barragem.

Participaram da organização do evento pela Associação Movimento Garça Vermelha os Diretores: Dino Mottinelli; Ivone Taiariol e Sebastião Pinto.

Oficinas ambientais, seguida da apresentação do Maracatu Ilê Aláfia, da capoeira e plantio de mudas, foram algumas das atividades desenvolvidas.

Várias Entidades e autoridades falaram ao microfone, além da organização do evento.

Dino Mottinelli (2), falando em nome do MOGAVE, assim discursou:

“Gostaríamos de parabenizar todos vocês por atenderem o chamado e estarem aqui. Gostaríamos também de parabenizar a Guarapiranga por tê-los como amigos.

Pois só com muita união, dedicação e empenho poderemos tentar reverter um pouco ou pelo menos minimizar o estrago causado por anos e anos de desleixo e absoluto pouco caso deste poder público para com este manancial de importância vital para todos nós, habitantes de São Paulo.

A Guarapiranga hoje é responsável pelo abastecimento de aproximadamente quatro milhões de pessoas e comporta apenas 50% do volume d’água para o qual foi projetada e construída. É um manancial infectado por esgotos e dejetos de vários tipos. Vide a quantidade de macrófitas acumuladas na represa e o altíssimo custo para a potabilidade desta água, lembrando que preservar seria, além de bem mais inteligente, mais barato e mais saudável do que tratar. Fora isso temos a questão do assoreamento, num nível que inviabiliza até a possibilidade de que seja corretamente aproveitada como futuro pólo turístico da cidade de São Paulo, conforme apregoa largamente a Administração Pública, limitando também as atividades dos clubes ao redor, projeto que nós do Movimento Garça Vermelha consideramos um absurdo.

Infelizmente a quase totalidade de ações oficiais são demagógicas e eleitoreiras, puro marketing cosmético. Colocam uma ‘graminha’ sobre o lixo e o entulho e tudo está resolvido, como foi feito principalmente nos Parques Nove de Julho e São José. Aliás, agora temos até missa e circo, trazendo multidões numa área que não poderia ser tratada assim.

Parques estão sendo feitos a toque de caixa sem os devidos estudos de impacto ambiental, sem que o assunto seja adequadamente discutido com a população, sem que haja a menor fiscalização sobre a qualidade do trabalho das empreiteiras contratadas para tal e sem o comprometimento claro de como será feita a gestão e a manutenção dos mesmos quando entregues. Vejam o Parque Leopoldina-Vilas Boas, na zona oeste, que custou R$ 2.500.000,00 e com cem dias de inaugurado está sendo interditado pelo Ministério Público em vista do estado lastimável de abandono em que se encontra.

Somos do Movimento Garça Vermelha, formado por moradores do entorno da Guarapiranga indignados com os absurdos verificados na construção do Parque Nove de Julho, onde nascentes foram aterradas com saibro e entulho, grande parte da mata ciliar foi destruída, concreto foi posto dentro da área alagável da represa. E só não temos lá uma avenida beirando tudo isso, em plena APP (área de preservação permanente segundo a lei dos mananciais e o código florestal) graças ao nosso ‘esperneio’, o recuo da Subprefeitura e a ação conseqüente da 1º Promotoria Pública do Meio Ambiente que instaurou um Inquérito Civil, também indignada com os crimes ambientais cometidos e com a absurda falta de respeito com o dinheiro público.

Convidamos todos os senhores, amigos da Guarapiranga, a constatarem com seus próprios olhos o que estamos lhes relatando. Façam uma visita aos Parques Nove de Julho e São José e nos ajudem a cobras das autoridades resultados e transparência em ações de saneamento como a do programa córrego limpo, e de outras, que são massivamente veiculadas nas propagandas oficiais como se fossem apenas mais um comercial de sabonete ou tênis, numa clara demonstração de falta de respeito para com a nossa inteligência e com a Guarapiranga.

Olhem com carinho para o Garça Vermelha, pois seremos intransigentes na defesa dessas águas, que são de toda a população: dos habitantes humanos, animais e vegetais desse entorno.

Bom domingo e obrigado a todos”
Maracatú no Abraço 2010


TV CÂMARA

A TV Câmara realizou uma cobertura do evento, que levou ao ar em sua programação do dia 30.05.2010.

Resumidamente, este foi o texto de sua reportagem:

“O Abraço do Guarapiranga 2010 chamou atenção para os problemas ambientais e cobrou ações do Poder Público.

O evento foi marcado por festividades, roda de capoeira, passeio ciclístico, maracatu, plantios de mudas.

Também foi dia de protestos contra o assoreamento e a poluição da represa.

Dino Mottinelli, do Garça Vermelha, deu a seguinte entrevista: ‘A Represa Guarapiranga foi construída há cem anos atrás para armazenar duzentos milhões de m3 de água. A questão do assoreamento, poluição, tudo o que está acontecendo em volta dela, ao longo desse tempo, hoje ela armazena metade desse volume de água’.

A poluição tem sido agravada pelo esgoto que é jogado na represa.

Várias autoridades fizeram intervenções, juntamente com os organizadores do ato, que reuniu por volta de 2.000 pessoas.

O Parque Nove de Julho foi criticado pelos movimentos sociais, mas o Subprefeito da Capela do Socorro pensa de maneira diferente.

O abraço simbólico representa a preocupação dos movimentos sociais pelo meio ambiente.

REFERÊNCIA
(1) Melander é Diretor Presidente do MOGAVE
(2) Dino Mottinelli é Vice Presidente Financeiro

Mogave Pede Audiência Pública à Subprefeitura

Trator limpando possível trajeto da ciclovia


Professor Eduardo Melander Filho (1)

O MOGAVE tem insistido com a Subprefeitura da Capela do Socorro, desde o início das obras do Parque Nove de Julho, para que seja apresentado o projeto da ciclovia que será construída junto ao gradil, mas sempre recebemos a mesma resposta: a de que a elaboração do projeto está em andamento.

Os moradores do entorno do parque estão inseguros. Pois não sabem do percurso a ser adotado, se haverá desapropriações, etc.

Temos deixado claro à Subprefeitura que o Garça Vermelha quer interferir na discussão do projeto antes que ele seja apresentado como “pronto” e mais uma vez, como sempre acontece, tenhamos de correr atrás do prejuízo e “engolir” mais um fato consumado.

Neste sentido, a fim de garantir que todos tenham acesso ao projeto ainda em sua fase de estudos, mandamos o seguinte requerimento ao Subprefeito da Capela do Socorro, Sr. Valdir Ferreira:

“Exmo. Senhor
Subprefeito da Regional Capela do Socorro
Valdir Ferreira



Senhor Subprefeito,


A Associação Movimento Garça Vermelha (MOGAVE), CNPJ 12.493.710.0001-80, com sede provisória na Rua Agostinho Teixeira de Lima, nº 144, Jd. Sertãozinho, São Paulo-SP, CEP-04826.230, vem à presença de V. Ex.ª para expor e requerer o que segue:

Nas mais de uma dezena de reuniões que a Associação manteve com V. Ex.ª foi solicitada a apresentação do projeto de construção da calçada e ciclovia junto ao gradil do Parque Nove de Julho, na intenção de contribuir e interferir na elaboração de tal projeto, que até o presente momento não foi apresentado publicamente. Os moradores do entorno do parque não têm idéia do percurso, estágio de implantação, se haverá desapropriação, se há Estudos de Impacto Ambiental, enfim, de nenhum detalhe, causando estranheza geral a ausência de divulgação a respeito.

Diante do exposto, a fim de garantir que a população do referido entorno não seja surpreendida mais uma vez por uma obra da qual não teve conhecimento e possa dar sua opinião e contribuição, requer a V. Ex.ª que sejam adotadas providências necessárias para a realização de uma Audiência Pública para apresentação e discussão do projeto, amplamente convocada e divulgada, qualquer que seja o estágio de elaboração do projeto em referência.


Pede Deferimento


São Paulo, 15 de abril de 2011.




_____________________________________________

Eduardo Melander Filho
Diretor Presidente
Associação Movimento Garça Vermelha – MOGAVE”


O Sr. Valdir Ferreira assim respondeu:


“PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS

Subprefeitura Capela do Socorro

São Paulo, 27 de abril de 2011

OFÍCIO Nº 333-SP-CS-GAB-2011

ASSUNTO: Solicitação de 15 de abril do corrente de realizar audiência pública para apresentação e discussão do projeto de construção de calçada e ciclovia junto ao gradil do Parque Nove de Julho.

Prezado Senhor,

O projeto de construção da ciclovia não está finalizado. Quando estiver finalizado, o submeteremos à Secretaria Estadual do Meio Ambiente para aprovação. Somente após essa providência será iniciada a sua implantação.

Acrescente-se que para a referida intervenção, não existe a obrigação legal de elaboração de Estudo de Impacto Ambiental, tampouco de realização de Audiência Pública.

No entanto, nada impede que, após a obtenção das aprovações necessárias à sua implantação, apresentemos o projeto aos interessados. Como não temos previsão quanto à conclusão das medidas acima relatadas, encaminharemos uma comunicação quando concluídas sugerindo uma data para a reunião de apresentação do projeto.

Atenciosamente.

VALDIR FERREIRA
Subprefeito da Subprefeitura Capela do Socorro

Associação Movimento Garça Vermelha – MOGAVE
Diretor Presidente
Sr. Eduardo Melander Filho”

Causa-nos estranheza que mesmo após todos os problemas que a Prefeitura de São Paulo passou e tem passado em virtude do Processo que corre no Tribunal de Justiça de São Paulo contra as obras do Parque Nove de Julho, justamente por questões de licenciamento ambiental, um dos motivos, ainda insista neste mesmo mote na construção da ciclovia.

Será que a CETESB repetirá o mesmo erro que cometeu quando autorizou que se realizassem obras no parque que ficariam debaixo d’água, abaixo da cota máxima de inundação, concedendo novamente autorização para construção de uma ciclovia dentro de APP...

A Diretoria do MOGAVE está elaborando um documento que reúne diversas reivindicações em relação à pretensa ciclovia. Não somos contra o “conceito ciclovia”, mas queremos, sim, discutir o trajeto, tecnologia a ser adotada, controle e outros assuntos mais.

O documento, após aprovação dos Diretores, será apresentado em Assembléia Geral Extraordinária da Associação Movimento Garça Vermelha e, se deferido com modificações ou não pelo conjunto participante, servirá como documento “guia” das futuras discussões.

Independente disso, o MOGAVE continuará insistindo na realização de uma autêntica Audiência Pública que é a forma mais democrática de se tratar a questão.

REFERÊNCIA

(1) Melander é Diretor Presidente da Associação Movimento Garça Vermelha - MOGAVE